quarta-feira, 23 de julho de 2014

Fala Comunidade: insegurança

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O assunto de hoje do Fala Comunidade é a insegurança. Morador de Cocal mandou um recado, confira:

"Gostaria de expressar minha insatisfação em relação a Segurança Publica de Cocal do Sul. Cada dia um fato novo, casas sendo roubadas e invadidas por vândalos, que não tem a dignidade para trabalhar e conquistar seus bens honestamente, ficam roubando pessoas de bem, cidadãos que pegam seus impostos e olha que não são poucos.

Recentemente entraram numa residência no Jardim Florença para roubar, e isso vem se repetindo constantemente nos últimos meses na cidade de Cocal. Até quando isso vai continuar? Precisamos dar um basta nessa situação. Senhor prefeito precisamos de um policiamento mais presente para coibir esse tipo de atitude, raramente vejo a viatura da polícia passar na rua onde moro, esse tipo de crime tem que ser coibido e esses vagabundos presos. Pois estamos cansados dessa pouca vergonha...".

Procura-se: cachorra da raça rottweiler

por Davi Carrer 
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O morador Magnon está em busca de informações da sua cachorra, da raça rottweiler (na foto). Quem souber de algo ou ver o animal, pode entrar em contato pelos telefones: (48) 3447-5826, 9993-9344, (47) 9989-3918 e (47) 9989-1190.

Opinião: Pelo direito de manifestação sem criminalização dos movimentos sociais

por Rodrigo Szymanski 
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Manifestar se tornou crime e indo contra a máxima jurídica, “todos são inocentes até que se prove o contrário”. Agora, para os movimentos sociais, “todos são culpados”. Vinte e três manifestantes foram presos e tiveram rejeitado o pedido de habeas corpus, sendo assim, tiveram prisão preventiva decretada. Os manifestantes em questão são envolvidos nas manifestações no Rio de Janeiro e investigados faz 7 meses.

Em entrevista, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, sobres as prisões de manifestantes em várias circunstâncias, disse: “foram prisões sem provas... Acabaram atingindo o direito à livre manifestação... O simples ato de se manifestar virou, no país, uma atividade criminosa”.

O que podemos tirar de lição destas prisões? A grande mídia ainda é braço da repressão com suas matérias nada neutras sobre as prisões, tratando os acusados já como bandidos. Voltamos a viver em atenção total, pois nunca sabemos quando seremos presos por se manifestar ou opinar. A livre manifestação democrática está em risco.

É vergonhoso que em um estado democrático os movimentos sociais são criminalizados, sem provas concretas, pois a versão de “testemunhas” bastaram para criminalizar e “condenar” os manifestantes. As prisões constituem ato eminentemente político e criam perigoso precedente para prisões de supostos crimes que não foram executados.

Na última vez que reprimiram os direitos de manifestação, prenderam, torturaram, mataram e vivemos mais de 20 anos em uma ditadura sanguinária e cruel. Não podemos permitir o retorno da repressão.

O que chama atenção é que, no caso de  um presidenciável, envolvido no atual caso de construção de um aeroporto em terras de parentes e para uso próprio, a mídia trata o mesmo como “suspeito“ e a justiça não decreta a prisão pela corrupção de 13 milhões.

A liberdade de manifestação é garantida por direito, não podemos aceitar repressão, censura, ataques aos direitos sociais de manifestar e de liberdade de expressão.

Manifestar não é crime!

Coopercocal realiza desligamento no Centro de Cocal nesta quinta

por Davi Carrer
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A Coopercocal vai realizar o desligamento de energia elétrica para manutenção no Centro, em Cocal do Sul, nesta quinta-feira (24/7).

Os moradores ficarão sem eletricidade das 7 às 8h30.

O desligamento somente vai ocorrer em condições climáticas favoráveis. Por medida de segurança o cidadão deve considerar a rede energizada.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Câmara de Vereadores em recesso

por Davi Carrer
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Os sul cocalenses que gostariam de ir a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Cocal do Sul nesta terça-feira (22/7), fica o lembrete: os vereadores estão em recesso.

Portanto não ocorre reunião ordinária nesta e na próxima terça-feira (29/7). Na última sessão os nossos edis anunciaram a pausa e o retorno no dia 5 de agosto.

Espaço Cultura: Questão de Tempo - muito mais que uma comédia romântica

por Guilherme Fabro
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Assisti "Questão de tempo" no começo do ano, fui esperando um filme simples, uma comédia romântica normal, como não tinha outra opção para o dia sobrou esse filme, e que excelente surpresa. O filme mais surpreendente do ano até agora.

Ele conta a história de Tim (Domhnall Gleeson), um jovem inglês, que em uma festa de réveillon com sua família descobre, após uma conversa com o pai (Bill Nighy), que os homens de sua família têm a capacidade de viajar no tempo, para qualquer parte do seu passado. Com esse conhecimento, ele começa a resolver todas as pequenas pendências de sua vida. Pouco depois, Tim vai morar em Londres com Harry (Tom Hollander), um produtor de teatro amigo de seu pai, para cursar a faculdade de Direito. E lá ele conhece Mary (Rachel McAdams), por quem se apaixona à primeira vista.

Com poucos minutos fica claro que o filme é muito mais que apenas uma comédia romântica, os diálogos são incríveis, as atuações excelentes, a fotográfica é linda, as cenas são de encher os olhos e isso é um mérito do diretor Richard Curtis. As sutilezas que diferenciam o excelente trabalho de Curtis se espalham por todo o longa. Tim poderia facilmente utilizar seu dom apenas por razões egoístas, como ficar com várias mulheres e depois agir como se nada tivesse acontecido. Mas aqui, ele o faz para se aperfeiçoar como pessoa e conquistar o amor de sua vida. Aqui o primeiro grande ponto positivo. O segundo digno de comentário é que no desenrolar da trama, passamos a acompanhar a vida do casal e percebemos que não tem nada de diferente da maioria dos casais, com problemas, medos e esperanças como qualquer um.

A sequência na estação de metrô é tão bem executada que merece um comentário a parte. Com as mudanças de figurino de acordo com a estação do ano, fantasias usadas em festas e a rotina de trabalho, em uma bela montagem sem cortes aparentes e os beijos de despedidas demonstram a evolução do relacionamento. O filme é repleto de momentos marcantes, como toda a sequência do casamento, a divertida escolha dos padrinhos, o emocionante passeio à beira mar no terceiro ato.

Outro destaque fica por conta de como as “regras” para a viagem no tempo são colocadas para o espectador do mesmo modo que são explicadas a Tim. Como em quase todos filmes sobre viagem no tempo, alterar um pequeno detalhe no passado pode trazer drásticas alterações no presente. Vemos isso várias vezes no filme, mas o destaque fica para o momento que observamos o quão trágica a vida de sua irmã fica após Tim alterar seu passado.

Outro elemento marcante é a trilha sonora, que cumpre com louvor a sua função de reforçar os sentimentos vistos em tela. Impossível não se emocionar com canções como “How Long Will I Love You” ou “Mid Air”.

Nem os elementos técnicos, a direção ou a excelente trilha sonora fariam o filme funcionar não fosse a química que une o poderoso elenco. Lindsay Duncan, Lydia Wilson, Richard Cordery e Tom Hollander estão todos impecáveis. Mas os grandes destaques ficam para Domhnall Gleeson que demonstra total domínio de seu personagem e consegue, com isso, ilustrar bem todo o desenvolvimento de Tim, Rachel McAdams mais uma vez dando show e isso fica claro quando Tim começa a falar sobre Kate Moss e é possível perceber, apenas por seu olhar, o momento exato em que a moça se apaixona por ele e Bill Nighy. A emoção que confere em sua relação com o filho é capaz de amolecer o coração de qualquer espectador. E aqui temos a grande mérito do filme.

Filme que começa simples e até bobo termina em algo complexo e lindo. A lição que aprendemos junto com Tim, que devemos aproveitar a vida nos pequenos detalhes, todos os dias, continua simples e por isso é tão grande. Outra lição que pode ser tirada é que ao contrário de Tim, não podemos voltar no tempo e isso é ótimo, assim podemos aproveitar as coisas como se fosse a primeira vez de verdade. Não perca tempo, aproveite a vida, lute por seus sonhos, corra atrás, cada dia que passa é um dia a menos e devemos nos orgulhar de como ele passou.

Essa é a grande beleza do cinema, um único filme é capaz de passar todas essas lições.

Em busca de soluções para a situação de imigrantes no Sul de SC

por Rodrigo Szymanski e Davi Carrer
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A região Sul de Santa Catarina, nos últimos meses, tem convivido com uma nova realidade marcada pela chegada de diferentes grupos de imigrantes, que já somam 1,4 mil, entre haitianos, ganenses, senegaleses, moçambicanos e cabo-verdianos, entre outras etnias. Diversas entidades se organizam para debater a questão das imigrações, principalmente as que chegam à região Carbonífera,  em busca de oportunidades.

Com o intuito de se apropriar do debate sobre os fluxos migratórios, será realizado, no dia 28 de julho o 1º Fórum das Imigrações do Sul de Santa Catarina. O Fórum terá a finalidade de conhecer as situações enfrentadas pelos imigrantes e pela sociedade, de modo a encontrar soluções conjuntas referentes à acolhida, legalização de documentos, obtenção de emprego, cumprimento da legislação brasileira, como também, compreender o papel das entidades de direito e do poder público. Além desses objetivos, o fórum tem o interesse em compreender os processos da legislação migratória a partir dos tratados internacionais e construir um processo de debates sobre as imigrações no sul de Santa Catarina, através da criação do Fórum Permanente das Imigrações.

Com início às 14 horas e término às 19h3, o Fórum será realizado no Auditório da Paróquia São José, ao lado da Catedral, em Criciúma. Dentro da programação, haverá a “Mesa de Diálogo sobre Imigrações”, que abordará “Um olhar sobre o panorama das imigrações no Brasil”, com a participação da secretária executiva do Setor Mobilidade Humana da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Irmã Rosita Milesi, Ela apresentará um panorama sobre as questões humanitárias e solidárias. Outros aspectos a serem abordados são “Um olhar sobre as imigrações na região Sul”, com o objetivo de compreender quem são os imigrantes e a causa de sua imigração para a região e “Sobre a Legislação dos Imigrantes”, com a participação da OAB, buscando entender a relação da legislação e tratados internacionais das imigrações.

As entidades interessadas em participar do debate deverão entrar em contato para confirmar presença e tirar dúvidas pelo e-mail forumimigracoessul@gmail.com ou pelos telefones da Cáritas Diocesana (48) 3433 1581 e 9928 6992.

As entidades que respondem pela realização do 1º Fórum das Imigrações são: Cáritas Diocesana, Diocese de Criciúma, Associação dos Municípios da Região Carbonífera, Assistência Social da Prefeitura de Criciúma, Ordem dos Advogados do Brasil, Grupo Corrente por Gana, Movimento Sindical da Região de Criciúma, Conferência dos Religiosos do Brasil, Cruz Vermelha, Grupo Afro, Mandato do Vereador Dr. Mello, Coordenadoria de Promoção de Igualdade Racial de Criciúma e Anarquistas Contra o Racismo.

(Colaboração:  Bibiana Pignatel - Diocese de Criciúma)

Coopercocal realiza desligamento em Cocal nesta quarta

por Davi Carrer 
- cocalcomunitario@gmail.com

A Coopercocal vai realizar o desligamento de energia elétrica para manutenção no Rio Galo, em Cocal do Sul, nesta quarta-feira (23/7).

Os moradores ficarão sem eletricidade das 8 às 10 horas.

O desligamento somente vai ocorrer em condições climáticas favoráveis. Por medida de segurança o cidadão deve considerar a rede energizada.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Espaço Educação: Montando a Civilização do Amor

por Juliano Carrer
 - cocalcomunitario@gmail.com

Com o medo de quem pouco esteve em cima de um cavalo (duas vezes até esse momento), esse final de semana foi de descobertas.

Perto daqui, na comunidade de Alto Rio Molha, em Urussanga, eu e minha esposa cavalgamos. Experiência linda essa. Meio assustadora para mim, confesso, e menos para ela. Entretanto lá fomos nós. Ora na frente estava seu Carlos, ora eu e o Monarca (cavalo que montava). Subimos morros, descemos, passamos por um pouco de mata. No início o corpo ficava meio duro, o balanço era desengonçado, veio um susto com uma pequena disparada dos nossos amigos, afinal de contas eles precisavam pegar embalo para subir um pequeno morro. Tão lógico, mas o medo atrapalha um pouco a percepção. E iam juntos os cães Fred, Chimbica, Lola e Lassie, corriam longe e voltavam, mergulhavam nos açudes, caminhavam ao nosso lado.

A natureza se fazia completa! Nem só ser humano, nem só animal, nem só plantas, mas sim uma harmonia entre todos.

Como é possível aprender com os outros, sejam eles humanos ou animais. O respeito é essencial, o carinho na lida do animal, as conversas, os olhos nos olhos com certeza fizeram o passeio mais bonito. A sintonia é essencial também, apesar da minha pouca experiência percebi que se acompanhamos o movimento do cavalo, se vamos juntos nessa, as costas não doíam. Quantas vezes não cavalgamos a própria vida “desritmados” dela mesma?

Na cavalgada falei de uma aluna minha que era apaixonada por cavalos e por coincidência era uma das antigas frequentadoras desse local. Se apaixonou não só por montar, mas por seu companheiro de montaria e hoje ambos vivem no mesmo sítio.

Penso que seja essencial isso para uma nova civilização, a capacidade de nos entregarmos aos outros, de nos abrirmos ao desconhecido e de entrarmos em sintonia. Uma Civilização do Amor não pode ser construída com um sobrepondo o outro. Mas pode ser construída quando ambos caminham juntos. Quando o caminhar respeita as minhas e as suas necessidades. Quando a fala e um simples toque já são capazes de sensibilizar o outro, pois se entendem, se comunicam, se respeitam.

Fica a promessa de um retorno e o dever de na próxima levar umas cenouras para meu amigo Monarca.

E também um convite a lerem essa história que encontrei navegando pela internet antes de escrever esta coluna.

"Um homem, seu cavalo e seu cão, caminhavam por uma estrada.
Depois de muito caminhar, esse homem se deu conta de que ele, seu cavalo e seu cão haviam morrido num acidente.
Às vezes os mortos levam tempo para se dar conta de sua nova condição...
A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte eles ficaram suados e com muita sede. Precisavam desesperadamente de água.
Numa curva do caminho, avistaram um portão todo magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro, no centro da qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina. O caminhante dirigiu-se ao homem que, numa guarita, guardava a entrada.
- Bom dia, ele disse.
- Bom dia, respondeu o homem.
- Que lugar é este, tão lindo? Ele perguntou.
- Isto aqui é o céu, foi a resposta..
- Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede, disse o homem.
- O senhor pode entrar e beber água à vontade, disse o guarda, indicando-lhe a fonte.
- Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.
- Lamento muito, disse o guarda.
- Aqui não se permite a entrada de animais.
O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande.
Mas ele não beberia, deixando seus amigos com sede.
Assim, prosseguiu seu caminho.
Depois de muito caminharem morro acima, com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha semiaberta.
A porteira se abria para um caminho de terra, com árvores dos dois lados que lhe faziam sombra. À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu, parecia que estava dormindo:
- Bom dia, disse o caminhante.
- Bom dia, disse o homem.
- Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro.
- Há uma fonte naquelas pedras, disse o homem e indicando o lugar.
- Podem beber à vontade.
O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede.
- Muito obrigado, ele disse ao sair.
- Voltem quando quiserem, respondeu o homem.
- A propósito, disse o caminhante, qual é o nome deste lugar?
- Céu, respondeu o homem.
- Céu? Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore disse que lá era o céu!
- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.
O caminhante ficou perplexo.
- Mas então, disse ele, essa informação falsa deve causar grandes confusões.
- De forma alguma, respondeu o homem. Na verdade, eles nos fazem um grande favor.
Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar até seus melhores amigos..."
(Autor Desconhecido)